Descobrimento – Trancoso x Arraial d’Ajuda

Dia 5 do trekking, saindo Trancoso e indo até Arraial d’Ajuda. A travessia a pé por toda a costa do descobrimento, na Bahia.

Caso queira ver o índice desta aventura, só clicar aqui.
Vamos aos relatos deste dia:


Acordei e já fui fazer o meu café da manhã. Como no dia anterior eu tinha sentindo uma leve dor no quadril eu iria decidir hoje se ficava mais um dia em Trancoso descansando ou se seguia o caminho até Arraial d’Ajuda. Como tinha a dorzinha diminuído bastante, resolvi continuar.

Arrumei minhas coisas, me despedi de todo mundo e parti. O caminho feito neste dia, pode ser visto aqui.

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Passei pelo quadrado mais uma vez para tirar fotos de dia, depois desci até a ponte de madeira e já estava praticamente de frente para o rio Trancoso.

Quadrado (que é um retângulo na verdade)

Mirante atrás da igreja de Trancoso

Desta vez, deixei o celular gravando junto com o tripé, atravessei o rio, e ai sim voltei para buscar o dois. Gostei bastante desse jeito. Caso desse errado, já tinha uma “vídeo-cassetada” pronta. Hahaha.

Rio Trancoso

Assim que ia atravessar o rio trancoso, apareceu um casal e ficou cheio de medo de atravessar. Assim como duas outras meninas do outro lado do rio. Depois que eu atravessei, viram que a água bateu no máximo na cintura, então tomaram coragem e atravessaram também. Agradeceram o apoio moral que dei a eles para atravessar, hehe. Peguei minhas coisas e parti.

Fui andando pela praia dos nativos e ela é bem inclinada e fofa no início. Só depois de alguns minutos de caminhada que da uma melhorada. Como as ondas estavam toda hora invadindo a (curta) faixa de areia, resolvi ir descalço. O caminho é bem bonitinho, com algumas casa nobres. Numa delas eu parei para olhar o teto que parecia uma oca indígena. Muito legal. Continuei a andar e já conseguia ver algumas falésias no horizonte. Uns minutos depois chegamos no rio da Barra.

Rio da Barra

Fiz a mesma coisa: deixei o celular com o tripé filmando e atravessei só com a mochila. Depois voltei e peguei os dois. Foi bem legal de atravessar também. Desta vez não tinha quase ninguém por perto. Só umas crianças brincando ao fundo. Atravessei e ainda fiquei dando uns mergulhos depois, hehe.

Voltei a caminhar passando praia da barra, praia das tartarugas, até que cheguei nas pedras no final da pedra das tartarugas.

Ali é um ponto onde meu coração bateu um pouco mais forte. Essas pedras na verdade são falésias caídas. É bom ter cuidado ali. Não fique fui próximo das falésias, senão elas podem cair e você já era! Fui andando pelas pedras, um pouco afastado das falésias. O ruim disso é que se afastando das falésias você fica cada vez mais próximo do mar. As ondas podem te empurrar e tal. Todo cuidado é pouco. O bom é que é um curto espaço para se percorrer.

Cheguei a tropeçar e fazer um pequeno arranhão no pé. Estava atravessando essas pedras descalços porque senti mais confiança/aderência assim. Quando tropecei, além de levar um leve arranhão no dedão do pé, vi que um chinelo tinha se desprendido da mochila.

Nisso eu fiquei um pouco chateado. Perdi meu chinelinho novinho que tinha comprado ali na Bahia, justamente para fazer essa travessia. Foda… hahaha. Mas enfim, pensei:

– O chinelo deve ter caído quando tropecei, que é bem perto daqui onde já estou seguro na praia. Olhei pra trás lá estava o danado. Graças a Deus! Hahaha. Peguei ele de volta e prendi na mochila com o outro mosquetão vagabundo que eu tinha.
Passado o susto, coloquei um band-aid no pé, reforcei com esparadrapo, coloquei a bota e continuei a caminhar.

Umas listras vermelhas nas falésias

Conforme eu ia andando ia olhando as falésias. Dava para ver que algumas tinham tipo um listra vermelha nelas. Cada tonalidade, anos de existência.

Mais pra frente vi que tinha um caminho em uma ponte de madeira passando por dentro das falésias. Vi umas pessoas com cara de turista passando por ali. Fui ver o que era. O caminho pela ponte é até que era bonitinho.

Dava para ver que tinha umas luzes pra iluminar as falésias durante a noite. Deve ficar bem legal. Chegando no final deste caminho, vi que tinha um elevador. Pensei que poderia ser um acesso para algum mirante. Assim que o elevador chegou perguntei ao rapaz, onde dava. Ele disse que era um hotel, o “Club Med Trancoso”. Puts, fiquei puto e dei meia volta, indo para praia. Hahaha.

Assim que sai do acesso ao hotel, já estava na praia e a lagoa de taípe.

Lugar MUITO bonito. Vale a pena perder um tempo ali. Água muito boa. Dei uns mergulhos por ali e depois de curtir o lugar e me secar, voltei a caminhar mas… tinha um quiosque bem ali perto!!!

Aahhhh, não poderia perder essa oportunidade! Sentei e pedi uma cervejinha, é claro. Eu merecia, poxa. Hahaha.

Tinha um quiosque no meio do caminho.
No meio do caminho tinha um quiosque.

Depois de relaxar um pouco, passei pelas praias da lagoa azul e da pitinga. No meio do caminho vi um rapaz voando de parapente. Sabia que por ali tinha um mirante onde as pessoas tiravam fotos e pulavam de parapente.

Mas já tinha tirado bastante foto de mirantes e falésias então nem liguei muito em procurar o acesso a ele.

Fui andando para chegar na praia do pitinga e a quantidade de pessoas vai aumentando consideravelmente.  Muito bonita também. A praia da pitinga já é o acesso para Arraial d’ajuda. Assim que sai da praia para entrar na cidade, tinha um boteco vendendo um pastel gigante por 10 conto. Comprei um. Eu tava muito patrão, haha. Sabia que depois de Arraial d’ajuda era tranquilo e praticadamente o fim do trekking. Então estava curtindo. O dia todo, de uma forma geral foi bem suave e tranquilo.

Depois de comer o meu pastel com um refrigerante sukita (só tinha esse), comecei adentrar por Arraial d’ajuda. Se eu já achei que Trancoso tinha mais um clima de cidade do que vila, Arraial D’ajuda é mais cidade ainda. Parecia uma Cabo Frio,ou Arraial do Cabo. Bem estruturada e com tudo para o turista.

Como sabia que o trekking estava acabando, nos meus planejamentos, tinha reservado a Pousada Três Corações. Me dei o luxo de descansar numa cama com ar condicionado. E também porque o preço estava ótimo. Estava pagando uma média de 40 reais por camping até o momento. A diária da pousada, com ar condicionado, banheiro privado, cama de casal, e frigobar, estava por 50. Não pensei duas vezes.

Finalmente uma cama! Voltando a ser gente. Hahaha. Tirei minhas coisas, liguei o ar, tomei um banho e fique descansando um pouco no quarto e entrando na internet.

Descansado um pouquinho, voltei pra rua e fui até a igreja de Nossa Senha d’Ajuda, no mirante com as fitinhas. Depois comprei um sorvetinho e fiquei na praça ouvindo um cara tocar música ao vivo. Depois, andar pelas lojinhas.

Dia seguinte eu voltaria para tirar umas fotos do nascer do sol

Depois fui na rua Broadway e ali comprei um acarajé enquanto via uma banda passar o som. Pensei em ficar até eles começarem a tocar de verdade, mas ai fiquei de saco cheio de esperar e voltei para o quarto para dormir. Hehe. Já estava ficando tarde.

Amanhã seria o último dia de caminhada, voltando para Porto Seguro.


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