Entre O Despertar do Gigante Branco: O Primeiro Dia no Salar de Uyuni

Relato do 1º dia no Salar de Uyuni: do Cemitério de Trens ao pôr do sol épico no maior deserto de sal do mundo. Confira o roteiro!

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07/03/2023 – Salar de Uyuni – Dia 1

O Ponto de Partida e o Adeus aos Trilhos

Acordei em Uyuni com uma missão clara: encontrar a expedição perfeita. Saí logo cedo do Hostel Piedras Blancas e fui em direção à avenida principal, onde o movimento das agências dita o ritmo da cidade. O objetivo era o clássico tour de três dias que atravessa a fronteira até o Deserto do Atacama, no Chile. Após algumas conversas, fechei com a agência Sol Andino, garanti meu estoque de água e aguardei o início da aventura.

No jipe, o grupo se formou: eu, o Matt, o Jack e sua esposa, além do nosso guia e motorista. Nossa primeira parada foi o icônico Cemitério de Trens. Caminhar por ali é mergulhar na história da Bolívia; aquelas locomotivas enferrujadas eram as veias que transportavam a riqueza de Potosí até Antofagasta, rumo à Europa. Com o tempo e os custos de manutenção, o negócio perdeu o fôlego, transformando o que era puro progresso industrial em um poético museu a céu aberto sob o sol do deserto.

Entre Cristais de Sal e Bandeiras ao Vento

Dando continuidade, visitamos um pequeno museu de sal, onde aprendemos o processo de fabricação do sal iodado que usamos no dia a dia. Após a aula cultural, foi hora de recarregar as energias com um almoço por ali mesmo.

De barriga cheia, finalmente entramos no que eu tanto esperava: o maior deserto de sal do mundo! É impossível não se emocionar ao ver aquela imensidão branca se perdendo no horizonte. Nossa primeira parada oficial no Salar foi no Monumento do Rally Dakar, ao lado da famosa Praça das Bandeiras. Corri para encontrar a bandeira do Brasil e registrar o momento, aproveitando também para espiar o restaurante feito inteiramente de blocos de sal.

Perspectivas, Cactos Gigantes e o Brinde Perfeito

De volta ao carro, enfrentamos o vazio branco até pararmos no “meio do nada”. É o momento clássico da viagem: brincar com a perspectiva para fotos e vídeos divertidos. A criatividade correu solta!

Seguimos então para a Isla Incahuasi, a famosa “ilha dos cactos”. É fascinante ver aquelas plantas gigantescas que levam séculos para crescer em meio ao sal. Fiz a trilha até o topo da ilha, onde encontrei uma mesa de sacrifício e uma vista 360 graus de tirar o fôlego. Na descida, enquanto esperávamos o sol baixar, aproveitei para provar a cerveja local, a Uyuni. Não estava estupidamente gelada, mas quem sou eu para exigir temperatura ideal no coração de um deserto, não é?

O ápice do dia chegou com o pôr do sol. O guia preparou um brinde com vinho enquanto o céu mudava de cor. Tentamos buscar os famosos espelhos d’água para as fotos refletidas, mas o vento forte decidiu não colaborar muito naquele momento. Sem problemas — a experiência já estava gravada na memória. Com o cair da noite, seguimos para o nosso alojamento para descansar, porque o deserto ainda tinha muito a nos mostrar.


O que vem por aí…

Se o primeiro dia já foi a realização de um sonho, o segundo promete nos levar a paisagens que parecem de outro planeta. Prepare-se, porque o próximo post é sobre as lagoas coloridas e os flamingos do Altiplano boliviano!

Acompanhaê!


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