De La Paz à “Cidade Branca”: Um Dia de Descobertas em Sucre

De La Paz a Sucre: um roteiro de um dia pela capital histórica da Bolívia. Descubra museus, praças europeias e sabores locais na ‘Cidade Branca’.

Se quiser ver o índice desta aventura, só clicar aqui.


03/03/2023 – Parte 1 – Sucre

O Salto para a Capital Constitucional

Saí bem cedo de La Paz. Entre o silêncio da manhã e o trajeto de táxi até o aeroporto, a ansiedade para conhecer o próximo destino só crescia. Após o check-in, embarquei rumo a Sucre. Bastou pouco mais de uma hora de voo para aterrissar na capital constitucional da Bolívia, pronta para me receber com novos horizontes.

Ao chegar, tentei a sorte com o Uber, mas o aplicativo não operava por ali. Sem problemas: peguei um táxi e segui em direção ao centro. O trajeto é um pouco longo e estava repleto de obras, mas após uns 45 minutos de estrada, finalmente fiz o check-in no hostel. Deu tempo de trocar uma ideia rápida com o pessoal, deixar as mochilas e tomar aquele banho revigorante antes de ganhar as ruas.

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Sabores Locais e a “Hora da Siesta”

Bateu a fome do meio-dia e saí sem rumo, em busca de um bom lugar para comer. Acabei parando em um restaurante coladinho ao hostel. O sinal verde foi ver vários locais almoçando por lá; pensei: “Se o povo da cidade come aqui, é porque o negócio é bom”. E não deu outra! Comida deliciosa e muito barata. Recomendo demais.

De barriga cheia, comecei meu giro pela cidade. As primeiras paradas foram as igrejas La Merced e San Felipe Neri. O movimento era intenso, com muitas crianças circulando e a cidade pulsando vida. Dali, caminhei até o coração de Sucre: a Plaza 25 de Mayo.

Entre Monumentos e Liberdade

A praça principal é um espetáculo à parte. Nela, a imponente Catedral de Nossa Senhora de Guadalupe divide a atenção com os belos prédios governamentais e, claro, o busto em homenagem ao libertador que dá nome à cidade: Sucre!

Logo em frente, fica a icônica Casa da Liberdade, o museu que guarda a carta de independência da Bolívia. Como era hora da siesta, as portas estavam fechadas, então decidi continuar o passeio e voltar mais tarde. Segui em direção ao Mercado Municipal, onde recarreguei as energias com um suco natural, e continuei o caminho até a Plaza Simón Bolívar.

Um Toque de Paris na Bolívia

A Praça da Liberdade (ou Simón Bolívar) é maravilhosa! Larga, tranquila e cheia de charme. O que mais chama a atenção são as réplicas em miniatura da Torre Eiffel e do Arco do Triunfo. Essas homenagens remetem aos ideais franceses que influenciaram as lutas pela independência na América Espanhola. No mesmo entorno, ainda brilha a arquitetura do Tribunal Supremo de Justiça.

Depois de um descanso merecido no banco da praça, comecei o caminho de volta. No trajeto, parei para um sorvete e, para minha surpresa, cruzei com umas três Brasílias (o carro mesmo!) rodando impecáveis.

O Berço da Nação

De volta à Plaza 25 de Mayo, a Casa da Liberdade já estava aberta. Não pensei duas vezes: paguei a visita guiada e foi a melhor escolha que fiz. O lugar respira história, detalhando a trajetória de todos os presidentes e exibindo relíquias impressionantes, como a própria farda que Sucre usava quando foi ferido. Se você for a Sucre, essa parada é obrigatória!

Com a alma lavada e o dia ganho, era hora de descansar. Afinal, a estrada me chamava novamente.

Acompanhaê na parte 2!!!


04/03/2023 – Parte 2 – Deslocamento de Sucre x Potosí

Um Despertar Musical em Sucre

Acordei e segui direto para a Plaza 25 de Mayo, onde fui recebido pelo som de uma banda local que tocava por ali. Aproveitei a música por alguns minutos antes de resolver a logística do dia: passar no banco e encarar a subida até o Mirante La Recoleta. E que subida! O caminho é íngreme e, se você não estiver bem aclimatado à altitude, o fôlego vai embora rapidinho.

Lá no topo, descobri que também existem um convento e um museu, mas infelizmente estavam fechados no horário em que cheguei. O consolo (e que consolo!) foi a vista panorâmica da cidade. Fiquei um tempo apenas curtindo o visual antes de iniciar a descida.

Pé na Estrada: De Sucre para Potosí

De volta ao hostel, tomei um café da manhã reforçado. Já de “barrigão” cheio, fiz o check-out e me despedi da galera. O Augustin, que cuidava do hostel, me deu a letra de onde pegar o ônibus para o terminal de maneira fácil e barata — gastei menos de dois bolivianos no trajeto.

No terminal, garanti minha passagem pela viação Emperador, paguei a taxa de embarque e pronto: destino Potosí garantido! Após uns 30 minutos de espera, o ônibus encostou. O trajeto foi curto em distância — cerca de 150 km — mas, no ritmo andino, levamos umas quatro horas para chegar.

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O Dilema do Feriado e a Melhor Decisão

Ao chegar em Potosí, peguei um táxi baratinho até o Arco de la Cobija. Assim que fiz o check-in na pousada, recebi uma notícia inesperada: o dia seguinte seria um feriado local bem peculiar, onde tudo funcionaria, menos os ônibus. Eu tinha um dilema em mãos:

  1. Cancelar tudo e correr para Uyuni imediatamente.
  2. Relaxar e ficar dois dias em Potosí até o feriado passar.

No calor do momento, cheguei a pegar um táxi para a rodoviária decidido a ir embora. Mas, no meio do caminho, algo mudou na minha cabeça. Mudei de ideia, dei meia-volta e decidi ficar. Reservei uma hospedagem mais em conta e resolvi viver Potosí com calma. Foi a melhor coisa que fiz!

Agora, é hora de descansar, porque amanhã os mistérios dessa cidade histórica me esperam.


O que vem por aí…

No próximo post, vou contar como foi explorar as ladeiras de uma das cidades mais altas do mundo e se o tal feriado realmente parou tudo por aqui. Spoiler: Potosí me surpreendeu de um jeito que eu não esperava!

Acompanhaê!


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