Do Branco do Sal às Cores das Lagunas: O Segundo Dia no Uyuni

Do deserto de sal às lagunas coloridas: acompanhe o 2º dia de expedição no Salar de Uyuni. História, flamingos e paisagens de outro planeta na Bolívia.

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08/03/2023 – Salar de Uyuni – Dia 2

O segundo dia da expedição pelo Salar de Uyuni começou cedo. Partimos de Santiago de Agencha, um pequeno povoado encravado no coração do deserto, com destino ao vilarejo de San Juan. No caminho, a paisagem era dominada por extensas plantações de quinoa, e aproveitamos a parada em San Juan para uma verdadeira aula com o nosso guia sobre as propriedades e os benefícios desse “superalimento” tão vital para a região.

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Entre Trilhos e Fronteiras: Um Mergulho na História

De volta ao carro, seguimos em direção aos trilhos ferroviários que levam até Antofagasta. Ali, o cenário serviu de pano de fundo para uma imersão histórica sobre a Guerra do Pacífico. O guia nos explicou como o confronto entre Bolívia e Chile resultou na perda dos territórios de Antofagasta e Calama, deixando a Bolívia sem sua saída para o mar.

O mais impressionante é que essa aula de geopolítica veio acompanhada pela vista monumental do Vulcão Ollagüe. Fizemos uma parada estratégica em um mirante para admirá-lo de perto; ele fica exatamente na fronteira, lembrando-nos o tempo todo de quão próximos já estávamos do território chileno.

O Espetáculo das Lagunas e a Fauna do Deserto

Após uma breve pausa, seguimos para o que eu considerava o ponto alto do dia: as lagunas andinas. A sequência é de tirar o fôlego:

  • Laguna Cañapa: Onde é possível observar bandos de flamingos a pouquíssimos metros de distância.
  • Laguna Hedionda: Um lugar que desafia descrições; a beleza das cores e a composição da lagoa com as montanhas é simplesmente indescritível.
  • Laguna Honda: Uma parada mais rápida, mas essencial para registrar a imensidão do caminho.

Ao retomarmos a estrada, o terreno tornou-se consideravelmente mais rústico e inóspito. Foi nesse trecho selvagem que a natureza nos presenteou com aparições ilustres: primeiro um zorro (a raposa andina) e, logo adiante, uma vizcacha (que muitos chamam de “chinchila-coelho”), típica do deserto boliviano.

Esculturas Naturais e a Explosão Vermelha

A jornada continuou por caminhos que pareciam exclusivos para veículos 4×4, até chegarmos à famosa Árvore de Pedra. É fascinante ver como a erosão do vento e da chuva esculpiu o granito de forma tão peculiar. O vento ali soprava com força, mas a beleza da formação compensava cada rajada.

Para fechar o roteiro com chave de ouro, entramos no Parque Nacional para visitar a última parada do dia: a Laguna Colorada. A tonalidade avermelhada da água contrasta de forma surreal com o branco do sal e o azul do céu, rendendo fotos que parecem de outro planeta.

Uma Coincidência no Fim do Dia

Exaustos e maravilhados, seguimos para o nosso refúgio da noite. Para minha surpresa e alegria, o local se chamava Hostel Marcelo. Com um nome desses, eu não poderia ter me sentido mais em casa!

Agora, o foco é descansar e recarregar as energias. O próximo passo da jornada promete ser o mais intenso de todos.


O que vem por aí…

No próximo post, vou contar como foi o nosso último dia de expedição: o despertar entre geysers fumegantes e a emocionante travessia final rumo ao Deserto do Atacama, no Chile.

Acompanhaê!


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