Roadtrip no Mato Grosso – Planejamento

Aqui começa mais um projeto de uma viagem que fiz durante as férias de 2024, onde passei dezoito dias rodando e explorando o estado do Mato Grosso.

Se quiser ver o índice desta aventura, só clicar aqui.


Uma “pequena” introdução

desbravado o mt

Planejamento inicial

Surfando pela internet, eu tenho o costume salvar os lugares que eu acho interessante pra poder visitar um dia. Salvo essas mídias dentro de uma pasta que, geralmente, fica organizada pelo nome do país, ou, se for dentro do Brasil, pelo nome do estado. Certo dia, revisitando essas pastas, percebi que tinha uma quantidade considerável de mídias salvas sobre o estado do Mato Grosso. Como eu já tinha feito uma viagem uns anos atrás conhecendo o estado do Mato Grosso do Sul, essa poderia ser uma boa oportunidade de fazer uma outra viagem, parecida, só desta vez indo conhecer o Mato Grosso.

Uma das motivações também que me fizeram querer conhecer mais este estado, é que quando fazemos as buscas de lugares com as águas/rios mais azuis do Brasil, sempre aparece umas duas ou três cidade do Mato Grosso. Isso aumentou ainda mais o meu interesse nessa viagem.

Outro motivo que me chamava atenção também, seria a possibilidade de ir mais adentro da cultura do país em conhecer um pouco mais aldeias indígenas. Já tinha passado por uma quando fui fazer o Trekking do Descobrimento, mas desta vez eu tinha a chance de percorrer, mesmo que de carro, por diversas áreas.

A viagem Desbravando o MT

Com a lista dos lugares que eu queria conhecer, plotei eles no mapa e partir dali comecei a traçar uma rota de modo que pudesse passar por todos esses lugares que eu tinha intresse. A princípio, eu iria sozinho, mas Karina se disponibilizou a ir comigo e dividir um pouco dos custos. Eu, claro, aceitei. Afinal, companhia é sempre bom.

Como a ideia era conhecer os diversos lugares que tinha listado há alguns anos, por um lugar que é conhecido pelas suas diversas e extensas matas, resolvi chamar esse projeto de “Desbravando o Mato Grosso”.

Planejamento da Roadtrip Desbravando o MT

Geograficamente, a viagem meio que ficou neste mapa abaixo:

O roteiro foi baseando em uma pequena lista de coisas que queria conhecer. A lista foi:

  • Cuiabá
  • Vila Bela da Santíssima Trindade
  • Aldeia Indígena Sacre II
  • Nobres / Bom Jardim
  • Chapada dos Guimarães
  • Primavera do Leste
  • Barra dos Garça

Essas são os lugares que eu me obrigava a passar. Acabou que o esquema do roteiro de verdade pode ser visto aqui.

Em Cuiabá gostaria de conhecer um pouco da capital, assim como o centro geodésico da América Latina. Depois gostaria de iria pegar a estrada para Vila Bela da Santíssima trindade. Porém, vi que no caminho tinha um atrativo legal que era a Dolina Água Milagrosa, que ficava na cidade de Cáceres. Então, dava pra dar uma paradinha lá no caminho até Vila Bela. Já em Vila Bela da Santíssima Trindade, queria conhecer a cachoeira/canion Jatobá. De lá, ir até a cachoeira Uirapuru, na cidade de Nova Lacerda. Como era caminho para a cidade Campo Novo dos Parecis, deixei pra visitá-la quando estivesse a caminho de Campo Novo.

O que estava fazendo mesmo é ir para o norte do estado para chegar na Cachoeira Salto Belo, na aldeia indígena Sacre II. Recomendo demais conhecer esse lugar! Conhecido a aldeia, a ideia é ir descendo até a famosa cidade turística de Nobres, um dos cartões postais do Mato Grosso. Nobre já é uma cidade que é bom ficar uns dias a mais pra conhecer os diversos atrativos da cidade. Como estaria de carro e é relativamente perto, emendar uma ida rápida até a cidade de Chapada dos Guimarães. Coisa rápida.

Nestes dias na Chapada, pensei em talvez fazer um bate-e-volta até o distrito de Mimoso. Lá tinha um museu/memorial a uma das personalidades que eu mais admiro no Brasil: Marechal Rondon. Mas, após alguns uns dias na Chapada dos Guimarães, ir até um dos lugares que eu realmente queria conhecer durante esta viagem que era a Lagoa Azul, na cidade de Primavera do Leste. Até lá, ai sim seria um bom caminho a se percorrer mas, como era um dos meus maiores objetivos, achei que valeria a pena (e não me arrependo). Como já estaria muito perto da famosa cidade de Barra dos Garça, porque não ir até lá?

Barra dos Garça é uma cidade com muitas histórias e é praticamente na Serra do Roncador. Infelizmente ela é praticamente na fronteira com o estado de Goiás. É um pouco longe, mas um dos passeios mais bonitos (e mais caros) do estado do Mato Grosso, ficam nas fazendas que estão em Barra dos Garça. Conhecido as atrações da cidade, era só voltar pra casa e descansar.

Passagens aéreas

Em primeiro lugar, comprei as passagens no Passagens Promo. Consegui um desconto com eles. Saiu bem baratinho e ainda consegui parcelar em algumas vezes. Nem sempre o site funciona, mas deu certo. Geralmente costumo comprar por eles, ou direto pela Smiles, uma parceria da Gol.

Seguro viagem

Em todo vaigem é interessante ter um seguro viagem pela SeguroPromo. Costumo fazer pela Promo também, já que é como se ele fosse um buscador das melhores agências de seguros. Todas as viagens internacionais eu fiz, fiz por eles. Já as nacionais, confesso que nem sempre eu faço seguro (viva o SUS!!!!).

Aluguel de carro

Como a viagem era uma roadtrip, foi necessário alugar um carro. Alugamos pela Rentcars com uma certa antecedência e foram mais de 4.000 km rodados. Com certeza, valeu muito a pena.

Pra quem está viajando grandes distancias de carro, há uma “regra” muito simples: chegou em meio tanque, já começa a procurar um posto de gasolina pra completar. Sempre bom ter uma “gordura” de reserva caso não encontre algum posto de gasolina.

Hospedagens

Com o “como chegar” definido, ainda assim era hora de estabelecer o “onde ficar”. Usamos sempre o Booking para ver as opções de pernoite. Coloquei uma tabela com os lugares que ficamos destacando os pontos positivos e os negativos.

LocalEstabelecimentoPontos positivosPontos Negativos
CuiabáPousada ParanáAr condicionado, banho quente, wi-fi, geladeira no quarto.Localização não é das melhores e não tem um bebedouro.
Vila Bela da Santíssima TrindadeCamping no Sítio 7 QuedasLimpo, cozinha, cama confortável, energia elétrica, sossegado, restaurante, bebedouro, opção de ar condicionado para os quartos, banho quente, wi-fi.Para um camping, nada a reclamar.
Nova LacerdaHotel CascataLimpo, cama confortável, ar condicionado, banho quente, wi-fi, geladeira no quarto.Café da manhã poderia ser um pouco melhor.
Aldeia Sacre IICamping no Balneário Salto BeloEspaçoso, limpo, energia elétrica, wi-fi, banho quente, sossegado, opção de pedir quentinha em uma aldeia próxima, mesas, cadeiras e pia disponíveis.Para um camping, nada a reclamar.
NobresPousada Mato GrossoCozinha, cama confortável, ar condicionado, banho quente, wi-fi, geladeira no quarto, café da manhã maravilhoso.Nada a reclamar.
Barra dos GarçaHotel da GaúchaCozinha, cama confortável, ar condicionado, banho quente, wi-fi, geladeira no quarto.Pra ter acesso ao ar condicionado, a gaúcha cobrou um pouco a mais.

Em Vila Bela da Santíssima Trindade, Nova Lacerda e na aldeia indígena Sacre II, esses lugares não tinham como opção no booking. Esses eu busquei no google maps, peguei o telefone e entrei em contato. Seja lingando ou mandando mensagem pelo Whatsapp mesmo. Em Vila Bela da Santíssima trindade eu falei com a Delvina, que além de dona de um hotel/camping, também é uma guia local. O telefone dela é o 65 8443-8779. Já em Nova Lacerda foi pelo telefone 65 9692 0906. Na aldeia Sacre II foi pelo 65 9696 2699. Tanto em Vila Bela da Santíssima Trindade como na Aldeia indígena, eu acabei utilizando a minha barraca de camping.

Alimentação

Para essa viagem, procuramos fazer a nossa própria comida. Então coloquei nas malas de viagem o meu fogareiro. Chegando na capital Cuiabá, eu iria providenciar um gas para o fogareiro e uma panela pra poder cozinhar, já que na época, eu ainda não tinha o meu kit de cozinha pronto. Desta forma, a gente tinha autonomia pra fazer a comida que quisesse. Parávamos nos supermercados, fazia nossas compras e então saguia viagem. É uma boa forma de se economizar em uma viagem.

Mas claro, o estado do Mato Grosso é gigantesco e existem alguma comídas típicas da região. Dentre elas, podemos citar:

  • Farofa de banana, que é uma forofa feita com farinha de mandioca frita, banana-da-terra madura e temperos.
  • Maria isabel, que é um arroz feito com carne seca, cebola, alho e pimenta.
  • Bolinho de arroz. Como não ligo muito pra arroz, nem fiz questão.
  • Caldo de piranha. Este, na verdade, acabei provando quando fui pro Mato Grosso do Sul.

Alguns destes pratos nós provamos mais quando paramos em restaurantes self-service no meio da estrada. Além destes, também provamos a bebida chamada Terere, que parece um chimarrão só que feito com água gelada.

Gastos totais

Foram 18 dias de viagem, rodando mais de 4.000 quilômetros, ficando em campings e pousadas, e fazendo alguns dos passeios mais legais do estado do Mato Grosso. Os valores totais para um casal podem ser vistos clicando aqui.

Relatos de viagem

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Esse foi a pré-viagem com o planejamento para o roadtrip Desbravando o MT. Agora, vamos aos relatos de verdade. Segue abaixo o dia-a-dia desta viagem incrível pelo índice da aventura:



Índice da aventura