Nas Entranhas do Mato Grosso: A Fúria Envolvente da Salto Belo e os Encantos da Aldeia Utiariti

Descubra a incrível sensação de ficar atrás da queda na Salto Belo e encante-se com os cenários surreais da Aldeia Utiariti em Mato Grosso.

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18/02/2024 – Salto Belo e Salto Utiariti na aldeia Sacre II

Depois do café da manhã, nos preparamos para a primeira trilha do dia. Enquanto aguardávamos nosso guia, aproveitamos para conhecer a cachoeira e registrar os primeiros cliques.

Apesar de ser uma caminhada bem curtinha, não é permitido descer até a Salto Belo sem acompanhamento, sendo necessário agendar a visita com antecedência. Fomos acompanhados pelo João Vitor — que mora em uma aldeia vizinha — e por mais dois rapazes indígenas.

A descida conta com uma estrutura bem planejada: um mirante metálico e escadas íngremes com corrimão. As cordas espalhadas pelo caminho não servem como apoio, mas sim para delimitar áreas que precisam de manutenção (há, inclusive, avisos alertando sobre isso).

A parte baixa da Salto Belo não é própria para banho, dada a força das águas. Na verdade, a experiência aqui é outra: ficar atrás da queda d’água. Isso mesmo, atrás dela! Há um espaço impressionante entre a parede de pedra e o ponto onde o grande volume de água despenca.

Conforme você desce pela trilha, a cachoeira já te dá as boas-vindas com um verdadeiro “banho de vapor”. Eu já tinha tido a oportunidade de ver muitas cachoeiras de perto antes, mas nada se compara a isso! É o tipo de experiência de camarote que você precisa vivenciar para entender. Ficar atras daquela monstruosidade é uma coisa que você nunca mais vai esquecer. Recomendo, pois nos divertimos demais!

Ao retornarmos, o João Vitor nos contou que a aldeia oferece venda de artesanato local, pintura corporal indígena e até a opção de encomendar marmitas preparadas por uma comunidade vizinha.

Uma Pausa Estratégica na Aldeia Utiariti

Encomendamos nosso almoço e, como a refeição demoraria um pouco para ficar pronta, aproveitamos o tempo vago para visitar a Aldeia Utiariti, que fica a cerca de 16 km dali (embora dê a sensação de que seja de um trajeto bem mais curto).

Chegar lá foi tranquilo. O caminho é bem sinalizado e, mesmo com a chuva da noite anterior ter deixado alguns trechos da estrada de terra enlameados, a viagem não apresentou grandes desafios. Qualquer carro chega sem dificuldades.

A estrutura de Utiariti é similar à de Salto Belo, porém um pouco menor. O local conta com uma área de recepção e administração, banheiros e alguns quiosques cobertos. Diferentemente de Salto Belo, esses espaços não têm piso de cimento nem pia, mas servem perfeitamente como ponto de apoio para passar o dia ou acampar.

Por lá, o visitante pode escolher apenas pelo day-use ou aproveitar para fazer uma trilha, ver o Salto bem de frente e até se aventurar em um rapel na queda. Para a trilha, o acompanhamento de guia também é obrigatório e feito em grupos.

Como ainda tínhamos tempo, decidimos encarar a caminhada. Mas antes, exploramos o local sob um sol delicioso. O rio fica bem pertinho dos quiosques e da queda principal e, ao contrário do Salto Belo, é perfeito para dar um mergulho já que as águas são bem calmas.

Cenário de Cinema (ou de Videogame!)

A trilha em Utiariti é simples, embora exija um pouco mais de fôlego em um trecho bastante íngreme. Quase no final do percurso, há um mirante com um balanço para contemplação. A vista dali já deixa qualquer um deslumbrado.

Mas o ápice do passeio está na parte final: um mirante natural entre várias pedras que revela a vista mais espetacular da cachoeira. Estar ali, diante da fúria e do esplendor daquela queda d’água, é surreal. O cenário parece saído de um jogo de videogame e as fotos ficam tão perfeitas que até parecem montagem. É uma beleza inacreditável.

Energia Renovada para o Próximo Destino

De volta ao camping, recebemos o aviso de que nosso almoço já estava pronto na Aldeia Bacaval, um balneário simples, acolhedor e muito bonito.

Depois de comer bem e absorver toda a energia desse dia intenso no coração da natureza, a ordem do momento era apenas descansar. Afinal, o dia seguinte prometia ser longo e cheio de estrada: deixaríamos o território da aldeia indígena Sacre 2 rumo à cidade de Nobres, um dos destinos turísticos mais fascinantes de Mato Grosso.

E spoiler: o que nos aguardava por lá superou todas as expectativas. Não perca o próximo post!

Acompanhaê!!!


Vídeo – A viagem em movimento


Galeria de Imagens



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