De Cáceres a Vila Bela: descubra a beleza do Rio Paraguai, as escadarias da Dolina Água Milagrosa e o famoso lanche nas ruínas.
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13/02/2024 – De Cuiabá a Vila Bela da Santíssima Trindade
Acordamos cedo, tomamos um bom café da manhã e colocamos o pé na estrada. O grande objetivo do dia era chegar a Vila Bela da Santíssima Trindade, mas como o trajeto era longo, resolvemos fazer uma parada estratégica em Cáceres — carinhosamente conhecida como a Princesinha do Paraguai.
Parada estratégica na Princesinha do Paraguai
Depois de aproximadamente três horas de estrada, chegamos em Cáceres, cidade conhecida carinhosamente como a “Princesinha do Paraguai”. O apelido não vem do país vizinho, mas sim do próprio Rio Paraguai, que banha a cidade e historicamente serviu como uma das principais vias de navegação e integração comercial da região com a Bacia do Prata.
Assim que estacionamos na Praça Duque de Caxias, fomos direto caminhar pela orla. O Rio Paraguai tem uma importância vital: além de ser uma artéria econômica e ecológica fundamental para o ecossistema do Pantanal, suas águas calmas dão um charme todo especial à paisagem urbana. O local conta com diversos restaurantes charmosos e uma vista linda para a água, mas o que realmente chamou a nossa atenção foram as ilustres moradoras locais: várias iguanas bem grandes e bonitas passeando tranquilamente pelo caminho.
Continuamos o passeio até encontrar o famoso restaurante flutuante Kaskata. A gente já sabia que o valor seria um pouco mais salgado, mas queríamos viver a experiência de almoçar praticamente sobre o rio. De barriga cheia e após uma breve volta pela cidade, era hora de voltar para o volante.
A fascinante Dolina Água Milagrosa
Nosso próximo destino intermediário era a Dolina Água Milagrosa. O acesso é feito por uma estradinha de terra bem tranquila, sem mistério: qualquer carro chega sem grandes dificuldades.
O lugar impressiona não só pela beleza, mas pela história e pelos mistérios que carrega. O nome “Água Milagrosa” vem da época da escravidão na região: conta a tradição local que os escravizados que trabalhavam nos engenhos das redondezas frequentavam o local para se banhar e curar suas feridas e enfermidades nas águas límpidas da dolina, atribuindo a ela propriedades milagrosas de cura. Geologicamente, a dolina é uma grande cavidade formada pelo abatimento de rochas calcárias ao longo de milênios, e sua profundidade total até hoje é desconhecida — mergulhadores profissionais já desceram mais de 180 metros e não encontraram o fundo!

Para contemplar esse espetáculo da natureza, no entanto, é preciso fôlego: há uma escadaria de mais de 300 degraus para descer até a água (e que depois precisa ser subida!). Como chegamos no meio da tarde, a luz do sol já não incidia diretamente no poço, revelando um tom mais esverdeado. Dica de viagem: se puder, visite o local em um dia ensolarado no período da manhã ou próximo ao meio-dia, entre os meses de maio e setembro. É nesse horário e época que a luz do sol incide diretamente, transformando a cor da água num azul-turquesa incrivelmente cristalino e deixando as fotos realmente espetaculares.
Hambúrguer nas ruínas e rumo ao camping
Depois de conhecer a Dolina, pegamos a estrada novamente rumo a Vila Bela da Santíssima Trindade. Depois de umas quatro horas dirigindo, já era noite quando finalmente desembarcamos na cidade, e a fome estava apertando. Para a nossa sorte, bem em frente ao principal cartão-postal do município — as ruínas da antiga catedral —, havia um pessoal vendendo uns hambúrgueres.
Não pensei duas vezes e pedi um lancho chamado “baguncinha”. Confesso que o nome assustou um pouco e achei que faria uma bagunça no meu estômago, mas acabou surpreendendo: estava maravilhoso! E não passei mal!
Com o lanche garantido, seguimos em direção ao camping do Sítio 7 Quedas. Depois de passar boa parte do dia em um asfalto impecável, estranhamos quando a pista voltou a ser de terra e um “breu” total, mas o trecho também estava ótimo e acessível para qualquer veículo.
Chegamos ao camping no escuro. Uma moça chamada Delvina nos atendeu e montamos a barraca rapidamente para descansar, porque o dia seguinte pedia energia total!
No próximo capítulo…
O despertador vai tocar cedo! No próximo post, vamos encarar as famosas trilhas do Jatobá, desbravando cachoeiras e paisagens incríveis da região. Prepare a bota de caminhada e nos vemos no caminho!
Acompanhaê!!!
Vídeo – A viagem em movimento
Galeria de Imagens
Índice da aventura
- Planejamento da viagem “Desbravando o MT“
- 12/02/2024 – Passeio em Cuiabá
- 13/02/2024 – De Cuiabá a Vila Bela da Santíssima Trindade
- 14/02/2024 – Cânions Jatobá e Cachoeira dos Namorados em Vila Bela
- 15/02/2024 – Circuito da Cachoeira do Jatobá em Vila Bela
- 16/02/2024 – De Vila Bela a Nova Lacerda e Cachoeira Utiariti
- 17/05/2024 – De Nova Lacerda a Campo Novo do Parecis
- 18/02/2024 – Salto Belo e Salto Utiariti na aldeia Sacre II
- 19/02/2024 – Da Aldeia indígena Sacre II até Nobres
- 20/02/2024 – Reino Encantando e Cachoeira dos Namorados em Nobres / Bom Jardim
- 21/02/2024 – Lagoa Azul, Cachoeira Serra Azul e Lagoa das Araras em Nobres / Bom Jardim
- 22/02/2024 – Aquário Encantando, Duto do Quebó e o Mirante do Cerrado em Nobres / Bom Jardim
- 23/02/2024 – De Nobres até Mimoso e Cuiabá
- 24/02/2024 – Cuiabá e Chapada dos Guimarães
- 25/02/2024 – Cuiabá, Chapada dos Guimarães, Primavera do Leste e Barra dos Garça
- 26/02/2024 – Santuário das Araras em Barra dos Garça
- 27/02/2024 – Canyon Jatobá em Barra dos Garça
- 28/02/2024 – Azul das águas em Barra dos Garça
- 29/02/2024 – Barra dos Garça, Primavera do Leste e Cuiabá





















